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Ausculta e adequada leitura de exames subsidiários são imprescindíveis no diagnóstico de cardiopata


A medicina evoluiu muito nos últimos anos e as cardiopatias congênitas já podem ser detectadas desde a gestação, por meio da ecocardiografia fetal. O médico precisa estar atento a todos os sinais e atuar de acordo com a gravidade do problema. No grupo das congênitas, há também uma divisão relacionada à complexidade: as acianogênicas são mais simples e causam cansaço excessivo, retardam o ganho de peso e podem ocasionar insuficiência cardiorrespiratória ao bebê que não receber o tratamento adequado. O tratamento, por sua vez, consiste em medicamentoso, cirurgia ou cateterismo terapêutico. As cianogênicas dispõem de tratamento clinico até condições de tratamento cirúrgico ou intervenção percutânea. Em alguns casos, é necessário tratamento paliativo, ou seja, a doença não é curada, mas apenas controlada. Este tipo de problema pode acarretar limitações físicas e apresenta coloração roxa na pele da criança.

No entanto, não são apenas crianças que nascem com problemas congênitos no coração que podem desenvolver patologias cardíacas durante a infância. Estudos revelam que as cardiopatias têm incidência infantil significativa. “Embora sejam complexas, já contamos com terapêuticas avançadas e, portanto, com elevadas chances de cura ou mesmo de tratamentos que asseguram ao paciente a ter qualidade de vida e a conviver com esse problema sob controle”, explica Dra. Camila Dedivitis, pediatra cardíaca do Instituto da Criança do HCFMUSP.

A formação da placa de aterosclerose inicia-se a partir dos 7 anos de idade, e geralmente está associada à carência de atividade física, à alimentação irregular carregada de gorduras e aos vícios, como álcool e tabaco, no caso de adolescentes. Nestes casos, a alteração no metabolismo pode evoluir ocasionando um infarto na vida adulta. Outro grande fator de risco é a relação da doença com diabetes e obesidade. A médica explica, ainda, que para que o problema seja detectado assertivamente e iniciado o tratamento adequada para cada criança, é fundamental a realização de um bom exame clínico pelo pediatra nas consultas mensais. “É importante resgatar esse momento entre médico e paciente. A boa ausculta pode identificar algum problema, que deve ser checado com os exames físicos e subsidiários. Porém, é imprescindível também a boa leitura dos resultados dos exames e, quando forem divergentes, é preciso que novas medidas de investigação sejam realizadas”, disse.

Dra. Camila é coordenadora e instrutora em alguns cursos promovidos pelo CAEPP em parceria com o Instituto da Criança do HCFMUSP. Durante as suas aulas, destinadas ao pediatra, a médica desenvolve alguns módulos específicos para aprimorar o exame clínico e a leitura adequada dos exames subsidiários, como o ecocardiograma, entre outros. “Nas nossas aulas levamos áudios para que os participantes possam treinar a ausculta e saber diferenciar algumas possíveis patologias. Damos ênfase também na análise da coloração da pele e mucosas e palpação de pulsos e fígado. O objetivo é oferecer ao pediatra ferramentas cognitivas e apresentar possíveis tecnologias disponíveis para a tarefa fundamental de detectar os sintomas e sinais de prováveis cardiopatias e, assim, iniciar o tratamento mais breve possível”, acrescentou.

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